@MrMarlos

Mar 23

‘A Megera

‘A Megera

Mar 22

NOTA DE REPÚDIO: Morte do amor romântico?!

Depois de 6h de sono bem dormido ao lado de quem passei a vida inteira esperando, abro a internet e encontro como manchete nos principais jornais: “O AMOR ROMÂNTICO DÁ OS ÚLTIMOS SUSPIROS”. Como assim?! Será que uma das únicas coisas que almejei na vida e se concretizou é mentira?! Já não bastou o meu diploma de jornalista ser desqualificado pelo senhor Gilmar Mendes?!

Antes de mais nada, situo meus caros leitores. A afirmação sobre o apocalipse do amor partiu de uma entrevista publicada num jornal de grande circulação cearense, “O Povo”, com a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, autora do “best-seller” “A Cama na Varanda”.

Ainda na apresentação da matéria, uma Regina descolada aconselha a “descomplicar o sexo” e solta a pérola “o principal a ser reformulado é a ideia equivocada de que quem não ama não sente desejo de fazer sexo com mais ninguém”.

Num primeiro momento, tudo pode parecer muito moderninho e até desça muito facilmente pela nossa goela. Porém, quando a psicanalista e escritora compara as relações amorosas como “moralismo e preconceito”. Claro, que vivemos uma história de grandes transformações e revoluções quanto a postura de diversos grupos em relação à sexualidade. Quanto emblemático foi ao pós-modernismo as mulheres queimando seus sutiãs na década de 1960. Mas caracterizar o amor, que por mais inevitável que seja, como algo que foi construído com as heranças de repressão é no mínimo desrespeitoso.

Regina cita o amor como uma “construção social”, que viveu momentos diferentes em diversas épocas. Vai além ao dizer praticamente que os seres humanos se acostumaram em viver o tradicionalismo neste tipo de relação, por medo e insegurança. Ela afirma que o maior problema do amor é a simbiose do par. Literalmente, a escritora coloca o prazer como única e definitiva finalidade das relações amorosas nos próximos anos. 

A partir deste ponto, paro para repudiar o que considero um enorme desrespeito com aqueles que amam. Com tais declarações de alguém que passou anos na academia para se chegar a tais conclusões nos deixa “encucados” sobre a falta de uma das principais características do ser humano dentro do campo acadêmico: os sentimentos.

Foi o amor de Júlio César a si mesmo que fez o Império Romano expandir; foi o amor de Sócrates aos seus ideais que o fez beber veneno; foi o desejo insano de Hitler em busca de uma raça pura que o fez matar milhões de judeus; foi o amor sem limites de Jesus que o levou à cruz; foi o amor da nossa mãe, ou pelo menos o nosso amor próprio, que nos trouxe até o final deste parágrafo.

É estranho desconsiderar os sentimentos na hora de tirar conclusões sobre os rumos da humanidade. Eu, como insistente aspirante a pesquisador, não vejo consistência em meus trabalhos se não estiverem conectados no mínimo com os aparatos subjetivos que rodeiam as pessoas que pesquisarei. Não se pode chegar à conclusão tão drástica de que o amor no mundo vai acabar, assim, só por uma boa ejaculação!

Enfim, para concluir esse texto, chego à conclusão de que as palavras de Regina Navarro naquela entrevista foram no mínimo equivocadas, desatualizadas ou, por que não, inconsequentes.

O amor existe! Mesmo! E nunca vou poder acreditar no contrário. A prova está aqui do meu lado, com o sorriso mais lindo do mundo, me chamando pra jantar.

Curioso? Indignado? Leia a entrevista aqui.

Mar 21

‘Estranho é quando se acorda mal. Cansado, suado, olheiras e um humor cheirando a azeite espanhol

Que vida maravilhosa, hein?! Achar algo como isso estranho

Mas pelo incrível que pareça é verdade. Se formos bem analisar a probabilidade das coisas darem certo no nosso dia-a-dia é tão igual quanto a de não dar

Contando os instantes tão felizes que existem em 24 horas essa estatística até parece maior

Mas a morosidade de viver é que nos apreende em nossas garrafas geniais

O medo, o sono, a preguiça… É tão mais fácil ser assim

Sorte sua que o dia só tem 24 horas mesmo. Melhor, já dizia um sábio: ‘Meu amor, o tempo é apenas uma convenção. #

Mar 13

Mar 12

‘Enquanto subia a Mário Mamede tive um encontro com um velho amigo

Karl Marx.

Amigo mesmo, de farrar junto no 2º ano

Quem me ensinou o que era o mais-valia e a quem eu discuti homericamente contra essa história de luta de classes

Lembramos do antigo café das 17 e como bonitas moças passavam por aquele lugar

Jovens proletárias, na verdade, com pouca beira e muito quadril.

Um dia, o velho Marx me contou que nos primórdios do que chamamos de humanidade todos eram indistintamente iguais e que viviam numa harmonia tão cristalina que dava até dó

Aquelas palavras ficaram na minha cabeça, mas não me martelaram, nem me fizeram perder o sono. Só ficaram.

E anos depois, quando revi o meu “companheiro” reli estas linhas em seus olhos e sem dizer nada o abracei

Neste momento Marx e eu voltamos ao tempo em que não existiam classes e sim natureza. #

Mar 11

‘O corpo dói um pouco. A vida corre solta e a vontade de colori-la só aumenta

Nada nessa existência vai tirar você de mim, é o que importa

Importa tanto quanto o orvalho para as ramagens

A casca para o ovo

O esporão para o galo

Era só mais um tentando colorir o mundo, há um tempo isso virou passado

Somos dois

Que assistem as ondas cobrirem o Japão, enquanto massageamos as dores dos nossos corpos. #

Mar 03

‘Óh, quanto riso! Óh, quanta alegria…

‘Óh, quanto riso! Óh, quanta alegria…