‘Enquanto subia a Mário Mamede tive um encontro com um velho amigo
Karl Marx.
Amigo mesmo, de farrar junto no 2º ano
Quem me ensinou o que era o mais-valia e a quem eu discuti homericamente contra essa história de luta de classes
Lembramos do antigo café das 17 e como bonitas moças passavam por aquele lugar
Jovens proletárias, na verdade, com pouca beira e muito quadril.
Um dia, o velho Marx me contou que nos primórdios do que chamamos de humanidade todos eram indistintamente iguais e que viviam numa harmonia tão cristalina que dava até dó
Aquelas palavras ficaram na minha cabeça, mas não me martelaram, nem me fizeram perder o sono. Só ficaram.
E anos depois, quando revi o meu “companheiro” reli estas linhas em seus olhos e sem dizer nada o abracei
Neste momento Marx e eu voltamos ao tempo em que não existiam classes e sim natureza. #